Ambulância fluvial, batizada com nome de índio pioneiro de Calama, oferece segurança e comodidade para atendimentos de urgência e emergência
Desde junho de 2022, quando a Prefeitura de Porto Velho entregou uma ambulancha ao distrito de Calama, essa não é mais a preocupação dos moradores da localidade e adjacências (Demarcação, Gleba Rio Preto, Papagaios, Nova Esperança, Maici, entre outras).
A ambulancha que atende essas comunidades há seis meses é do tipo F, ou seja, tem capacidade para oito pessoas, espaço para uma maca, banheiro, iluminação própria para navegação noturna, rede de oxigênio, equipamentos para sutura, imobilização, mobiliário e etc.
O transporte dos pacientes na ambulância fluvial ocorre em casos de urgência e/ou emergências médicas. De acordo com o diretor do Departamento de Transporte (Ditran) da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Adailson Gonçalves, a embarcação realiza em média 20 viagens mensais.
Um desses pacientes foi Ranniere Nogueira da Silva, 29 anos. No dia 21 de dezembro, o jovem cortava castanha na mata quando sofreu um acidente grave que resultou num corte profundo na cabeça com afundamento de crânio. O pai, Roselio Soares da Silva, buscou ajuda na unidade de saúde de Calama e foi prontamente atendido.
“O socorro foi rápido. A equipe fez o primeiro atendimento e preparou meu filho para o transporte na ambulancha, que seguiu para Humaitá. Graças a Deus temos esse equipamento à disposição da população. Se não fosse isso, não sei o que teria acontecido com meu filho”, agradece Roselio.
Ambulancha foi entregue em junho de 2022que legitima o nome da embarcação foi protocolada e aprovada pela Capitania dos Portos.
Pertencente ao Povo Parintintin, Bore’í nasceu no Rio Branco Marmelo, município de Humaitá, em 9 de junho de 1909, filho de pais desconhecidos. Encontrado por equipes do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) aos sete anos, foi levado para viver na região do Rio Maici, próximo de Calama, onde casou-se com Maria Auxiliadora e teve dois filhos, formando uma das primeiras famílias nativas da região.
Em 1996, Bore’í escolheu viver na Terra Indígena Nove de Janeiro, Humaitá, onde morreu um ano depois, aos 88 anos.
