Foliões não devem usar o carnaval como desculpa para prática sexual desprotegida
Carnaval é sinônimo de alegria, diversão e irreverência. A brincadeira, porém, precisa ser com responsabilidade, priorizando os cuidados com a saúde, principalmente com as infecções sexualmente transmissíveis (IST), causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos.
As IST são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja com uma infecção ainda sem sintomas. E pouco mais da metade dos jovens entre 15 e 24 anos não usa preservativo na relação com parceiros eventuais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Por isso, a Prefeitura de Porto Velho, através do Núcleo de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), orienta a população, através da série de reportagens ‘Folia Consciente’, que a prevenção é sempre o maior aliado para evitar o surgimento de doenças.
De acordo com a médica infectologista Maiara Cristina, as IST são frequentemente identificadas durante as consultas nos serviços de saúde em todo o ano. “Na época do Carnaval há maior campanha de prevenção e diagnóstico das IST, supondo que haja maior exposição às práticas de risco, devido situações de vulnerabilidade pelo uso do álcool, por exemplo, ou por maior frequência de relações sexuais com parceiros eventuais, sem o uso de preservativos”, explica a médica.
A infectologista ainda enfatiza que “Carnaval não é sinônimo de promiscuidade sexual, tampouco a prevenção é mais importante nessa época do ano, pelo contrário, os cuidados para evitar as IST devem ser observados durante toda e qualquer prática sexual.