Os planos de saúde podem seguir a moda dos streamings

Os planos de saúde podem seguir a moda dos streamings

Assim como os streamings, que lançaram assinaturas mais baratas com menos benefícios, os planos de saúde estão pensando em fazer um movimento similar.

Em vez de ads, a diferença é que os planos de saúde mais básicos seriam restritos a consultas e exames — sem cobertura para internações ou emergências.

A novidade depende da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que tem avaliado a proposta como uma saída para expandir o mercado — estagnado em 52M de usuários há mais de uma década.

Segundo estimativas, até 60 milhões de brasileiros acessam saúde privada, como clínicas populares, fora dos planos regulados. É um mercado bilionário, que já movimenta mais do que os próprios convênios tradicionais.

Tiro no pé? Alguns críticos ao projeto apontam a possibilidade do tiro sair pela culatra se famílias e empresas deixarem os atuais planos mais caros para ingressar nos novos mais em conta.

Até porque a dor dos altos preços é realmente grande…

Em 18 anos, os planos de saúde acumularam uma alta de 327%, quase o dobro da inflação geral (170%).

Hoje, mais de 70% dos clientes estão em contratos coletivos. Para empresas, os planos representam cerca de 15% da folha de pagamento.

(Imagem: O GLOBO)

No absoluto, em 2023, os brasileiros gastaram mais com atendimentos particulares e medicamentos (R$ 302,76 bi) do que com os próprios planos de saúde (R$ 275,27 bi).

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