Rondônia confirma quatro casos de Mpox e reforça vigilância epidemiológica

Informações foram apresentadas em entrevista coletiva da Sesau e Agevisa. Casos evoluíram sem gravidade.



Quatro casos de Mpox foram confirmados em Porto Velho entre 2025 e 2026, todos em pacientes do sexo masculino, com idades entre 20 e 35 anos. As confirmações ocorreram por critério laboratorial e os pacientes apresentaram evolução clínica favorável, sem necessidade de internação hospitalar. As informações foram divulgadas durante entrevista coletiva concedida por gestores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), adjunta Mariana Ayres Henrique Bragança e da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa), diretor geral Gilvander Gregório de Lima.

Durante a coletiva, a Sesau e a Agevisa informaram que a confirmação dos casos integra a estratégia de vigilância epidemiológica adotada no estado, com reforço na notificação imediata, investigação de contatos e acompanhamento pela Atenção Primária à Saúde. A medida tem como objetivo detectar precocemente possíveis ocorrências e interromper cadeias de transmissão.

As instituições destacaram que Rondônia mantém estrutura preparada para resposta rápida a eventos de saúde pública, com investimentos contínuos no fortalecimento da rede de vigilância e assistência.


Orientação à população

Segundo a Sesau e a Agevisa, a Mpox apresenta, na maioria dos casos, sintomas leves a moderados, mas requer atenção e diagnóstico oportuno. A orientação é que pessoas com lesões de pele suspeitas procurem uma unidade de saúde e evitem contato próximo até avaliação adequada.

Dados apresentados na coletiva apontam que Rondônia mantém ocorrência esporádica da doença, sem evidência de transmissão sustentada. Entre os casos confirmados recentes, o perfil envolve homens jovens adultos, com diferentes níveis de escolaridade. Todos evoluíram para cura após isolamento e acompanhamento.

As ações de vigilância contam com a participação da Agevisa, da Sesau, das secretarias municipais de saúde, das unidades básicas de saúde, do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/RO) e do Ministério da Saúde. A recomendação é que a população procure atendimento nas UBS ao apresentar sintomas como lesões de pele, febre ou histórico de contato com caso suspeito.

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