<img src="https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-2026-08-03T143635.865-1024x683.jpg" /><br /><b><i>Nova identidade adota o CPF como número único, enquanto documentos de habilitação e do veículo podem ser apresentados pelo aplicativo oficial, inclusive sem conexão com a internet<br /></i></b><br /><b>Porto Velho, RO - </b>O celular passou a reunir parte importante da documentação dos brasileiros. A Carteira de Identidade Nacional, a CNH digital e o CRLV eletrônico possuem validade jurídica e podem ser apresentados em diversas situações cotidianas. A mudança reduz o uso de papel, facilita verificações de autenticidade e simplifica o acesso a serviços públicos e privados.<br /><br />O ToqueTec preparou este guia para explicar como emitir e utilizar os documentos digitais, quais aplicativos devem ser instalados e o que fazer para evitar problemas quando o celular estiver sem internet ou bateria.<div><br /><b>O que muda com a Carteira de Identidade Nacional<br /></b><br />A Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN, substitui gradualmente os diferentes números de RG emitidos pelos Estados. O documento adota o CPF como número único de identificação em todo o Brasil. Isso impede que uma mesma pessoa tenha números de identidade diferentes e facilita o cruzamento seguro de informações.<br /><br />A CIN possui QR Code para a verificação de autenticidade e está disponível nos formatos físico e digital. A primeira emissão em papel de segurança é gratuita. Os Estados podem cobrar pela segunda via ou pela opção em cartão de policarbonato.<br /><br />O antigo RG não perdeu a validade imediatamente. Os documentos anteriores continuam aceitos até 28/02/2032, segundo as regras federais. Mesmo assim, a troca pode ser interessante para quem está com a identidade desatualizada, possui documento danificado ou encontra dificuldades para ser reconhecido pela fotografia antiga.<br /><br />A validade da CIN varia conforme a idade. O prazo é de cinco anos para pessoas com menos de 12 anos, dez anos entre 12 e 59 anos e indeterminado a partir dos 60 anos. As regras e respostas oficiais estão disponíveis na página do <a href="https://www.gov.br/governodigital/pt-br/identidade/identificacao-do-cidadao-e-carteira-de-identidade-nacional">Governo Digital sobre a CIN</a>.<br /><br /><b>Como emitir e acessar a CIN digital<br /></b><br />A emissão da primeira CIN não ocorre inteiramente pela internet na maior parte do Brasil. O cidadão deve consultar o órgão de identificação do seu Estado, fazer o agendamento e comparecer ao posto indicado. Normalmente, são exigidos CPF regular e certidão de nascimento ou casamento. O atendimento pode incluir conferência de dados, fotografia, assinatura e coleta de impressões digitais.<br /><br />A versão digital fica disponível no aplicativo Gov.br depois da emissão do documento físico. Para acessá-la, é necessário entrar no aplicativo com a conta vinculada ao CPF, abrir a carteira de documentos e adicionar a CIN.<br /><br />A identidade digital pode ser utilizada em cadastros, atendimentos públicos, bancos, hotéis e outros serviços que aceitem documentos eletrônicos oficiais. O estabelecimento pode conferir o QR Code para verificar se as informações são autênticas.<br /><br /><b>Documento digital vale para embarcar em avião?<br /></b><br />Documentos oficiais digitais com fotografia podem ser apresentados em voos domésticos. A Agência Nacional de Aviação Civil determina que os dados sejam compatíveis com aqueles registrados no cartão de embarque.<br /><br />Existe, porém, uma regra importante: o passageiro precisa abrir o documento dentro do aplicativo oficial. Fotografias da tela, arquivos de imagem e capturas de tela não são aceitos como documentos para embarque. A orientação consta na página da <a href="https://www.gov.br/anac/pt-br/assuntos/passageiros/documentos-para-embarque/documentos-de-identificacao-eletronicos-voos-domesticos">Anac sobre identificação eletrônica</a>.<br /><br />Levar a versão física não é uma obrigação quando o documento eletrônico válido pode ser apresentado. Ainda assim, ela funciona como precaução em viagens, especialmente se o celular estiver com pouca bateria, apresentar defeito ou for perdido.<br /><br /><b>Como funciona a CNH digital<br /></b><br />A CNH digital possui o mesmo valor jurídico da carteira impressa. Ela pode ser apresentada em fiscalizações de trânsito, locadoras, aeroportos e outros locais que aceitem a habilitação como documento de identificação.<br /><br />A antiga Carteira Digital de Trânsito foi transformada no aplicativo CNH do Brasil. A plataforma oficial da Secretaria Nacional de Trânsito reúne a habilitação, o documento do veículo, dados de infrações e outros serviços. O acesso utiliza a conta Gov.br e pode exigir validação de identidade por reconhecimento facial.<br /><br />Depois que a CNH é adicionada e baixada, ela pode ser aberta sem conexão com a internet. Em uma blitz, o agente confere o QR Code e consulta a situação do condutor nos sistemas de trânsito. A versão digital comprova a habilitação, mas não impede as medidas previstas em lei se a CNH estiver vencida, suspensa ou cassada.<br /><br /><b>CRLV eletrônico substituiu o documento verde<br /></b><br />O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo eletrônico, ou CRLV-e, substituiu o antigo documento emitido em papel especial. Ele comprova que o veículo está licenciado e autorizado a circular durante o exercício indicado.<br /><br />O CRLV-e pode ser baixado no aplicativo CNH do Brasil ou obtido nos portais oficiais de trânsito. O documento também funciona sem internet depois de armazenado no aparelho. A versão digital tem a mesma validade jurídica da impressa, conforme informa o <a href="https://www.gov.br/pt-br/servicos/emitir-o-certificado-de-registro-e-licenciamento-de-veiculo-digital-crlv-e">serviço oficial da Senatran</a>.<br /><br />O proprietário também pode imprimir o arquivo em papel A4 branco, com tinta preta e boa qualidade. O QR Code deve permanecer legível. Essa cópia é útil para deixar no carro ou entregar a uma pessoa que utiliza o veículo.<br /><br />O aplicativo permite compartilhar o CRLV-e com outros motoristas sem transferir a propriedade. Esse compartilhamento deve ser feito pela função oficial, evitando o envio de fotografias por aplicativos de mensagens.<br /><br /><b>Como usar documentos digitais com segurança<br /></b><br />Proteja o celular com senha forte, biometria e bloqueio automático. Ative a autenticação em duas etapas da conta Gov.br e evite guardar senhas em mensagens ou anotações abertas. Antes de viajar, confira se os documentos foram baixados, se aparecem corretamente nos aplicativos e se o aparelho possui carga suficiente.<br /><br />CIN, CNH digital e CRLV-e reduzem burocracia, mas não transformam qualquer fotografia em documento válido. A segurança está justamente na apresentação pelo aplicativo oficial, que permite verificar autenticidade, validade e eventuais alterações nos dados.<br /><br /><i>Fonte: Carta Capital</i></div>
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