Evento, em parceria com Fundação Certi, apresentou programa que oferece recursos financeiros para transformar ideias em negócios de sucesso
O evento reuniu acadêmicos, empreendedores, entre outros personagens da sociedade civil que tiveram a oportunidade de aprender na prática como submeter um projeto a apresentação e ainda de conhecer o que a administração tem feito na área de inovação. O evento foi conduzido pelo diretor técnico da ADPVH, Leandro Soares, e também por Gustavo Canova, representante da Fundação Certi e da “Jornada Amazônia” Porto Velho, que explicou detalhadamente ao público em que consiste o programa.
O Programa Sinapse da Bioeconomia é um programa de pré-incubação que tem como foco estimular o empreendedorismo inovador voltado à Bioeconomia por meio de capacitações para o desenvolvimento de produtos (bens e/ou serviços) ou de processos inovadores e apoiar, por meio da concessão de recursos de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis), a geração de empresas de base tecnológica a partir da transformação de ideias inovadoras em empreendimentos que incorporem novas tecnologias aos segmentos econômicos estratégicos da bioeconomia, contribuindo para a preservação da floresta em pé.
PROPOSTA
Podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos, com ideias inovadoras aplicadas à bioeconomia, Microempreendedor Individual (MEI) ou Microempresa (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), estabelecida e registrada em até 24 meses anteriores à data de publicação do regulamento, cuja atividade contemple aspectos da bioeconomia. As inscrições podem ser feitas aqui.
“O workshop é para ajudar as pessoas a desenvolverem ideias de negócio e modelá-las de forma que aumentem as chances de captação desse edital da Jornada Amazônia, o Sinapse da Economia. Mais precisamente, na prática, é o momento para eles aprenderem a escrever ideias, entendendo sobre modelo de negócio, tecnologia, diferenciais, competitividade e o modelo de impacto que estamos buscando, porque é um negócio voltado para negócios de impacto, ou seja, aqueles que trazem algum tipo de benefício para a economia ou para a sociedade e qualquer pessoa pode colaborar nesse sentido, tendo interesse em empreender, é uma boa oportunidade para ter uma ideia. A Prefeitura tem mostrado um grande viés para a inovação e aí nós começamos a abordar parceiros em diversos locais, e quando a gente conversou com a Agência de Desenvolvimento, eles abraçaram o projeto. Eles têm muitas ideias inovadoras para trazer para a região e viram que casava muito bem com os planos que a Agência tem. Então foi um casamento perfeito para a gente potencializar essas ideias”, detalhou Gustavo Canova.
Ele explica que é uma parceria muito interessante para o município, que desde o ano passado vem trabalhando na agenda de inovação e o desenvolvimento sustentável, um dos eixos do município. “A Fundação Certi é uma das mais reconhecidas hoje no país no quesito transformação regional. Isso aconteceu no estado de Santa Catarina há 40 anos, e agora eles estão junto conosco aqui na Amazônia, aqui no estado, envolvendo a cidade de Porto Velho, discutindo modelos de como desenvolver a região por meio da inovação. Então nós assinamos um termo de parceria recentemente para congregar e apoiar as iniciativas de ambas instituições e um primeiro resultado dessa parceria é justamente a realização desse workshop”, completou Leandro.
POSSIBILIDADES
Camila Cristina, acadêmica de Enfermagem de 19 anos, nunca empreendeu e resolveu participar do workshop para estudar diferentes possibilidades dentro da área cursada. “Então, na área da Enfermagem, no começo do curso eu me vi um pouco perdida, porque às vezes nem sempre a gente consegue se identificar totalmente com aquilo que a gente conhece como Enfermagem. E aí, eu conheci o projeto e pensei ser uma oportunidade pra tentar, né? Nunca tive contato com isso, mas eu acho interessante não só a proposta do projeto, mas a gente ter essa outra perspectiva de ir pra área do empreendedorismo, da inovação dentro da Enfermagem, que é uma área enorme, diversa”, considera.
A acadêmica lembra que tem várias oportunidades na área, mas às vezes o profissional fica restrito ao plantão, só da área hospitalar. “A Enfermagem é muito ampla, então eu acho que isso vai possibilitar a gente ver um pouquinho mais além dessas pessoas, dessa oportunidade, só dessa possibilidade. É exatamente isso, a gente nunca teve contato com isso na faculdade. Não faz muito tempo que o Coren e o Cofen liberaram a Enfermagem a ter seu próprio consultório. Aqui em Porto Velho mesmo, a gente tem pouquíssimas enfermeiras e enfermeiros que trabalham com isso, então acho que é uma outra oportunidade, um novo mercado de trabalho pra gente também”, concluiu a participante.