A maré dos investimentos em crédito privado está virando

A maré dos investimentos em crédito privado está virando

 

ECONOMIA


(Imagem: Tada Images | Reprodução)

O segmento de investimento do crédito privado, que era tido como o "El Dorado" dos investimentos, está vendo a maré virar. Recentemente, gigantes de Wall Street começaram a trancar as suas portas…

Contexto: Só para ter uma ideia, nos EUA, o mercado de crédito privado — empréstimo de dinheiro para empresas — saltou de US$ 46 bilhões em 2000 para impressionantes US$ 3 trilhões em 2025.

No entanto, depois da calmaria… vem a tempestade. Pelo menos é isso que indicam movimentos recentes de três das maiores gestoras do mundo.

  • Blue Owl: Em fevereiro, a gestora tomou uma atitude drástica e eliminou de vez a opção de resgate trimestral de um de seus fundos. Para cobrir as saídas, precisou vender US$ 1,4 bilhão em empréstimos.

  • BlackRock: Em março, a maior gestora do mundo precisou limitar os saques do seu principal fundo de crédito privado. Os pedidos de saída bateram US$ 1,2 bilhão, quase o dobro do teto permitido para o trimestre.

  • Blackstone: Não ficou ilesa e viu saídas recordes de US$ 3,7 bilhões de seu fundo BCRED, o equivalente a 7,9% das cotas.

Onde está o problema? Pense que os contratos de empréstimos (crédito) a empresas têm um prazo de 5 a 7 anos, então são investimentos que não dão para serem desfeitos de uma hora para outra.

Ainda assim, indústria “empacotou” esses empréstimos ilíquidos em fundos "semi-líquidos", sendo possível fazer resgate do dinheiro investido trimestralmente, com o intuito de atrair mais investidores.

No entanto, quando o mercado azeda e os investidores correm para sacar, os fundos acionam esses gates (limites de resgate) para se proteger e evitar de perder muito dinheiro.

Só que, na prática, isso amplifica o pânico de quem está dentro e teme ser o último a sair, gerando uma verdadeira fuga desses ativos — e ainda espalhando esse movimento para o restante das gestoras do mercado.


fonte: The News

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