Relatório da CPI do Crime Organizado terá capítulo sobre o caso Master. Colegiado aprovou convocações de Ibaneis Rocha e Cláudio Castro
CPI do Crime Organizado de olho no Master
Apesar do fim sem resultados práticos da CPMI do INSS, o caso Master segue rendendo na CPI do Crime Organizado. Apesar de ter surgido, originalmente, em meio aos desdobramentos da megaoperação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, em outubro do ano passado, o colegiado passou a olhar com lupa as atividades de Daniel Vorcaro.
O relator da CPI, senador Alessandro Veira (MDB-SE), já declarou que seu parecer final, que deverá ser apresentado e votado até o dia 14 de abril, terá um capítulo inteiro dedicado ao caso Master. Segundo ele, o relatório deve apontar a atuação da instituição de Vorcaro como um “duto de lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos”.
“Essa é a linha que seguiremos, em conformidade com o plano de trabalho aprovado no início das atividades”, afirmou o senador ao Metrópoles.
CPI do Crime Organizado em números
- 311 requerimentos protocolados;
- 181 requerimentos votados;
- 109 requerimentos estão com a votação pendente;
- 21 requerimentos foram prejudicados, retirados ou invalidados;
- 217 ofícios expedidos;
- 123 documentos recebidos.
- Requerimentos aprovados sobre o Master
- Em um primeiro momento, a CPI do Crime Organizado, que é presidida pelo senador governista Fabiano Contarato (PT-ES), aprovou requerimentos que focaram na atuação de ministros do Supremo, como a quebra de sigilo da Maridt, empresa ligada ao ex-relator do caso na Corte, Dias Toffoli, e a convocação de dois irmãos do magistrado.
- A empresa da família de Toffoli, que foi dona do resort Tayayá, no Paraná, é suspeita de realizar transações financeiras com um fundo de investimento ligado ao Banco Master. A quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático aprovada pela CPI, no entanto, foi anulada pelo ministro Gilmar Mendes, que apontou “desvio de finalidade” e “abuso de poder”.
- Um dia antes, o ministro André Mendonça já havia decidido que a presença dos irmãos de Toffoli no colegiado não era obrigatória.
- Apesar do revés na Justiça, a CPI segue focando no caso Master. Nessa terça, o colegiado aprovou as convocações dos ex-governadores Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro. Foi aprovada, ainda, a quebra de sigilo de Fabiano Campos Zettel, cunhado e sócio de Vorcaro, além de informações de voos de jatinhos do banqueiro e da empresa de táxi aéreo Prime Aviation.
- A oitiva de Ibaneis tem o objetivo de detalhar as condições que levaram às negociações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, enquanto Castro deve ser questionado sobre o crime organizado no Rio e o investimento de quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência em títulos de alto risco da instituição de Daniel Vorcaro.
- Alessandro Vieira suspeita de que decisões dos ex-governadores possam ter favorecido a atuação do grupo de Vorcaro.




