A senha da vez está no seu DNA

A senha da vez está no seu DNA


(Imagem: Cyril Fresillon | Gulliver | CNRS IMAGES)

Esqueça senha, token ou reconhecimento facial. A próxima camada de segurança pode estar… em um frasco de DNA.

Cientistas da França e da Universidade de Tóquio desenvolveram uma nova técnica de criptografia que usa DNA sintético como chave de segurança.

Como funciona: Em vez de trocar senhas pela internet, duas pessoas compartilham previamente amostras idênticas de DNA — como se tivessem o mesmo “livro de códigos”.

Para enviar uma mensagem, basta dizer qual fita de DNA está sendo usada. O computador faz o sequenciamento dessa fita, transforma as letras biológicas em 0s e 1s e cria uma chave aleatória.

A relevância: O método se baseia no chamado Vernam Cipher, um modelo considerado teoricamente impossível de quebrar — desde que a chave seja totalmente aleatória e usada uma única vez.

É aí que o DNA entra como vantagem. Ele permite um número praticamente infinito de combinações. Para ter ideia, 1 grama de DNA pode armazenar cerca de 215 milhões de gigabytes.

Na prática, se alguém quiser invadir esse tipo de sistema, não adianta hackear pela internet. Seria necessário ter acesso ao frasco físico de DNA e usar um equipamento de laboratório para decodificar a chave.

Mas a tecnologia ainda está longe de ser prática no dia a dia. Extrair a chave exige sequenciamento genético, um processo que pode levar até 24h. Além disso, o DNA precisa ser transportado fisicamente entre as partes antes de qualquer comunicação.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem